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Pedido de uma ex-protetora
Eu era protetora voluntária. Parei com isso hoje, e logo explico o motivo. Vou explicar a vocês um pouco sobre minha situação.
Me chamo Patricia, tenho 25 anos e moro no Butantã. Meus telefones são 11 3751-1511, 9716-2371. Meu msn é pattyninde@hotmail.com. Tenho uma filha de 5 anos que não mora comigo ainda, mora na casa da minha mãe (que também é aqui no Butantã). Era casada e me separei em Fevereiro. Moro atualmente com meu novo namorado/marido. Tenho no momento 5 cães e 6 gatos.
Digo que eu era protetora até hoje porque há 2 semanas encontrei um Rottweiller abandonado. Trouxe para casa, e para não misturar com meu pit bull macho, deixei-o na garagem de casa. Uma de minhas gatas adora cachorros. A porta estava aberta e ela foi pedir carinho a ele...Ele pegou a gata e quase matou. Ela teve convulsao e praticamente morreu e voltou a vida, acredito que tenha sido de tanto que eu gritei e chorei...Levamos no veterinário (ela chegou em coma lá) e ela está em observação, com suspeita de traumatismo craniano...Graças a Deus não corre mais risco de vida.
Eu estava desempregada até 3 semanas atrás. Comecei dar aulas de inglês, mas meu salário ainda é baixo. Estamos com pouca comida em casa, e muitas pessoas tem nos ajudado. Já tive uma grande crise com meu marido por causa dos bichos e de dinheiro. Ele defende, com razão, que não conseguimos nem nos alimentar direito, e continuamos a alimentar os animais. Não estou tendo como comprar a ração. Além do mais, tenho problemas com os vizinhos, pois minha casa é um sobrado e não comporta tantos animais assim.
Uma das cachorras que preciso doar foi resgatada. Ela sempre esteve para doação. Mas as pessoas não a querem, pois eu explico que é mestiça de pit bull e todos tem preconceito com a raça. Explico que seu temperamento é extremamente calmo, que é brincalhona e se dá bem com crianças (minha filha é prova disso), mas ninguém quer saber. Não querem saber também se ela tem olhos esverdeados. E o fato de ela ser de porte médio acaba piorando a situação.
A outra era minha de estimação já...Mas vou ficar apenas com 3 cachorros e 3 gatos, pois realmente preciso tentar me estabilizar. E o fato de ela ser linda também não conta, pois já tem 4 anos e é de porte médio...Ou seja, ninguém a quer também.
Meu marido tinha uma Rottweiler, que foi doada aos prantos no domingo passado. Afinal, fêmea e de raça, choveu pessoas interessadas. Escolhemos a dedo o melhor adotante.
Os gatos então...pior ainda!! Uma cinza e branca 'tortinha' de rabo curto, muito pequena de 4 anos. Um vovô de uns 7 anos muito carinhoso, cinza e preto, que já não tem 2 dentinhos. E um gato todo branco que está com dermatite (que não tenho condições de pagar pelo tratamento) e é alérgico a pulgas, de 2 anos.
Liguei hoje para minha tia que vai nos ajudar a pagar o tratamento da minha gata.
Quanto ao Rott que atacou minha gata, tive que fazer o que toda protetora abomina: abandoná-lo...Meu marido levou-o para um lugar em São Bernardo do Campo (sua cidade natal) e teve de deixá-lo lá. Na esperança de alguém adotá-lo.
Cheguei num ponto da minha vida que estou sendo obrigada a ter a atitude que mais condeno no ser humano: abandonar animais carentes.
Já pedi ajuda a diversas protetoras, que fingiram que não era com elas. Jà pedi ajuda a ONGs, que dizem que estão super lotadas.
Meu marido ligou no CCZ ontem e estamos tentando conseguir uma vaga lá. Uma, apenas. Pois o moço que nos atendeu por telefone disse que depois que a lei entrou e proibe a matança de animais saudáveis no CCZ, eles estão super lotados e os animais se estressam de ficar enjaulados e matam uns aos outros, ou morrem de tristeza. Que todo dia um deles aparece morto pela manhã...
E essas são minhas alternativas no momento: abandonar novamente ou levar ao CCZ...
Há 2 semanas luto para não entrar em depressão, pois não sei qual será o destino desses animais. Minha conta de telefone virá altíssima, pois ligo para Deus e o mundo tentando doá-los, sem sucesso algum. E passo ao menos 2 horas por dia procurando adoções na internet, também sem sucesso.
Por isso, peço encarecidamente que me ajudem, da maneira que puderem. Sei que não conseguirei um lar temporário...Desconfio que não consiga doá-las...Minha esperança vai acabando a cada dia, proporcionalmente ao aumento de minha tristeza.
Peço a Deus que me ajude...e peço a vocês, humanos, que olhem por esses animais e possam ajudar.
Muito obrigada por terem lido, e que Deus acolha esta causa e nos oriente como proceder da melhor maneira possível.
São Paulo, 24 de setembro de 2008. Patricia de Castro.
Escrito por Nindë às 22h55
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